domingo, 30 de agosto de 2009

[the hardest button to button]

Hoje menos Rashkolnikov e mais Dédalus com acessos de Henry Chinaski.mas dizem mesmo assim que os homens de óculos tendem a ser mais sensíveis, desprotegidos e compreensivos.



A porra do caráter é que compromete.

Não é estranha essa proporção inversa entre o nível de informações de que o ser humano dispõe e o Q.I. médio das novas gerações?
A internet diminuiu dramaticamente as distâncias entre o conhecimento e o curioso, mas, apesar disso as palavras recordistas nos crawlers e demais bots ainda são “sexo”, “mp3″ ou nomes de celebridades. Na prática, esta constatação apenas confirma uma afirmação que o "Jofs" fez há alguns dias nos COMPÊNDIOS ETÍLICOS entre algumas garrafas vazias numa mesa da Lima e Silva: a maior parte da humanidade é imbecil, não importa o quanto o acesso à informação esteja facilitado. A pergunta que esta verdade levanta é perturbadora: não estariam eles certos? Quer dizer, qual é a diferença prática entre a vida de um jogador de futebol que não completou a quarta série e um cientista nuclear? Desvestindo todos os filtros sociais e hierárquicos a que estamos acostumados, o que é que sobra quando olhamos para estes dois homens? Seus corpos fenecem, ainda que em taxas diferenciadas. Seus dias têm o mesmo número de horas, suas vidas a mesma expectativa média de duração. Um dia, ambos morrerão e ninguém tem nenhuma idéia do que acontece a partir daí.
De um ponto de vista cético e simplista, podemos concluir que não acontece NADA: a morte é o FINAL da consciência. O fisiológico ainda manifesta-se durante algum tempo - os doze minutos antes da parada definitiva da atividade cerebral, a comida para os vermes, o reaproveitamento da ENERGIA. Uma vez que isso se encerre, acabou-se de vez. E é aí que entra o grande questionamento: de que serve desenvolver ao máximo potencialidades do cérebro - ou os músculos do corpo - ao longo de anos e anos se o destino de tudo que é FÍSICO é, fatalmente, igual? Não seria muito melhor aproveitar este curto período de que dispomos na terra com atividades que nos injetem GORDOS VOLUMES de endorfinas na corrente sangüínea? Viver pela diversão, pelo bon-vivantismo, pelo prazer.Claro que optar por este caminho quase sempre significa abrir mão do CONHECIMENTO e é inegável o quanto a sua transmissão foi útil para o desenvolvimento disso que chamamos de CIVILIZAÇÃO HUMANA.

Há algum tempo acharia totalmente impraticável abrir mão deste impressionante legado, mas, recentemente tenho acreditado que nada de muito bom veio do nosso refinamento: guerras, cânceres, muitos tipos de escravidões sociais. Fizemos muito mais MAL do que BEM - e o bem que fizemos, em geral, veio apenas curar as doenças que nós mesmos criamos.Nós realmente queremos isso no nosso currículo de Seres Humanos? Queremos mesmo carregar esse peso? Tecnologia é, cada vez mais, maldade. Acessar um site com fotos de mulher pelada significa receber e-mails sobre disfunções eréteis ou entrar na lista negra das modernas brigadas anti-pedófilos na rede. É preciso escolher um lado na briga Linux X MicroSoft. Há discriminação até mesmo entre usuários de Mac ou PC. Por que motivo? Talvez sejamos mesmo os vírus que alguns acreditam sermos. Talvez gafanhotos. Não sei.

Fato é que cada vez acho menos graça do “Abaixo os Seres Humanos” pichado pelos punx no muro em frente onde moro. Depois que larguei o jornalismo.

Nada mais falso que não seguir a sua vocação, ser realmente bom nos nossos defeitos. Aperfeiçoar nossas imperfeiçoes. Deixar mais contundentes as pontas da nossa clava irregular, pra bater forte na mente alheia. Forza! Se queres ser um ladrão, não se deixe pegar. Se queres ser um assassino, não deixe pistas. Se queres praticar o bem, não peça recompensa. Se queres mudar o mundo, não reclame da dor. Se vale a pena realizar uma coisa, vale a pena que ela seja realizada decentemente. Não nivele por baixo a sua vida.

Aperte todos os botões daquele painel.

3 comentários:

Nathy Rocha disse...

Escolher o que fazer da vida, dúvidas, sempre muitas dúvidas.
Tu sabe a minha opinião sobre tu ter largado o jornalismo.
E tbm eu não te acho desprotegido só pq tu usa óculos, na verdade tenho medo do sr. Os óculos é uma máscara para te deixar com cara de nerd bonzinho.
Espero ainda te ver formado em jornalismo, pq tu sabe que é bom, só não é compreendido por muitas pessoas.

Anônimo disse...

DiDi:

tu sabe muito bem o que deixou de ganhar abandonando "a gente". mas a escolha foi tua e assim tu definiu essa parada, sem muitas justificativas de verdade. as pessoas passam por isso e tu mais porque é uma pessoinha muito impulsiva (e as vezes esquentadinho, e as vezes adoravel e daqui a paouco nem taí pros outros). isso cativa e gera uma autoconfiança que poucos que conheço tem. e tu pode ser o que quiser, sabe disso. só talvez não tem o apoio necessário até pq tu não gosta de confete, fica desarmado #prontofalei.
mas serinhu, volta logo. estamos com saudades do presidente do clube dos cinco. para de bobagem e bora terminar essa faculdade!

=)
béjos, Camilika, as you says.

Dinho F disse...

Não nem ao menos REPLICAR os comentários das senhôras. São absolutamente invasivos.

¬¬

Mas agradecemos a preferência, at all.