quinta-feira, 20 de agosto de 2009

[crônica dos poréns] + [coração ardente em banho maria]



Ainda estou. Não sou. Ir é o melhor remédio. Reacontecer pelo assédio, derrotar o tédio; esmurrar o maldito muro que ainda me impede de ver nossa mentira coletiva e que nos prende y espreme no amarelo-violeta dos prédios centrais e nos varais das mulheres que não choram mais. Entre na fila, espere, aguarde, sente. Eu sinto, falo e me guardo: o lugar mais seguro é do teu lado, é o meu único meio. Me encante com teu canto, amor. Reze pelo teu Cristo, meu Deus! Abençoe teu filho, my brother! Perdoe teu pai, filhodaputa! Não fale mal das nossas mães, sua mona! Estou quase. Sou eu mesmo. Ir e voltar tem seu deletério. Estou com tanta saudade que escrevi no diário monastério. Mas não é meu hábito. te ligo mais tarde, mas eu não demoro porque a campainha incomoda quem arde sem essa foto. Te comprei essa pedra polida, lasquei esse Neanderthal e nada de fogueiras porque não quero que tuas mãos queimem por minha causa. Quero aquecer a casa. Quero ordem nas asas. Voar é pra quem goza da minha cara e relaxa enquanto o final do filme entristece minha causa. Fã da náusea. Partidário da raiva. Rápido, caro e ineficiente. preciso da gente só que não dá mais tempo, eu me arranjo com mensagens de fumaça. Decolo sozinho. estranho no ninho, ave de rapina, bicho silvestre; animal sub-tropical sedado e abatido no seu habitat sobrenatural. Me fecho: abro as lembranças da Minha. ELA decifra os sinais, ELA recebe o chamado, ELA acredita no ateu. Me escolheu. Me conecta e diz para o seu que vai ao céu e se desvencilha da ameaça da nuvem, profere o canto, descreve o manto, espera o não-santo. Me desarruma tanto que, ao lado, alguém demonstra algum encanto. me faço de bobo, mas não faço isso sozinho. Eis-me. Eu. Você. Todos nós dois. Ninguém aqui mais interessa. Entre nós dois escorre a pressa dos olhos. Choram os beijos dos poros. Riem os tesões das mãos. Cai o tempo em chuva e imprevisões de tantos amantes sãos. Tempo demais é muito longe. É cedo pra começar o que é seu e terminar o que já começou no terminal. Tenho que estar aqui completo, concorda comigo, desembarca eus incertos. Acorda me olhando teu umbigo. Castiga meu ego, derrota meu super, aprisiona e identifica meu id. Estou de volta. À tua volta. O que eu faço nos solta. A alguns revolta, mas nos põe a prova e passamos por ser bons alunos. Não nos cansa a coluna, não sentimos o peso, não temos medo. Enfiamos o dedo, usamos as duas mãos pra moldar nossa lama. Tu segue na fé, eu sigo abençoando o caos. Olho pros lados e chego ao final. Recomeço, sou igual. Tri legal. Tipos em extinção dos pies a la cabeza.



É um cinzeiro bonito. Mas se é só um cinzeiro a mais, é um cinzeiro para mais cigarros. Se precisa de mais cigarros eu preciso menos da minha saúde. Preciso ocupar menos o pulmão de ar duro, de mulheres puras, de cigarros putos. É desnecessário na casa. A dona não veio buscar mas um dia vai sentir falta dele e o cigarro vai procurar, procurar e vai lembrar que seu cinzeiro repousa intocado sobre a geladeira que no passado foi um dos personagens da minha fratura na tíbia. E foi um grande constrangimento deparar com todos aqueles esfaqueados, baleados e mulheres com jeito de terem escolhido o príncipe errado num quadro branco, impressionista e impressionante. Preciso da assinatura antes, de analgésicos durante e Absolut depois.
Ela estava lá e hoje está aqui apenas seu cinzeiro que descansa em paz longe da minha cabeça com uma grossa camada de cinzas no fundo.
Guardo meus acidentes lado a lado. Posso observá-los daqui, sossegado e quieto com todo o gelo derretendo no copo enquanto dou ignição no cigarro e acelero a música e ligo o fogo e meto um riff na garrafa e danço com a casa caindo, mesmo que não seja a minha. Musica ou casa. Só deixo rastros das querências que eu quero. Só quero coisa que não se queima mais. Quero só coisas. Quero coisas demais com essa querida. Há uma estendida nua, cruel e crua sob a palmeira brotando no verde infértil da camiseta jogada no sofá: se agarro tua mão, me encanta feito fada; se me encanto com a fada, mia que nem gata; se eu meter a mão na nuca da gata, ela pinga que nem água desabando em plena noite dos gatos pardos adentro. Foram cigarros aflitos sobre a herança de la forgotten french femme del rio da la plata que não atura que eu me cure todos os dias e esvazia maços e moços avenida Protásio Alves toda vida. Minha herança também a enriqueceu.
Existe o jeito certo de atender o telefone, enfrentar touros na arena e trocar afeto que, se tu não fizer direito, pode ter falta de ar.
Ou até morrer mesmo.



[isto é uma obra de ficção. qualquer semelhança é mera coincidência.]

5 comentários:

Nathy Rocha disse...

Acho que sei pra quem o Sr. escreveu esse texto. haha

Dinho F disse...

A senhôra está confundindo alhos com bugalhos, texto com pretexto e inspiração com... com... ahn, deixa pra lá.

You taking it serious a lot...

Nathy Rocha disse...

aham. aham.

layne disse...

hmmm, voce mesmo que fez esse primeiro? ficou muito bom é serio.meio sem logica, mas a logica a gente inventa depois né? eu gosto desde tipo de texto. vou te seguir :)


beeijo :**

http://79limas.blogspot.com

Dinho F disse...

sim. o primeiro e todos os outros assinados por mim. lembrando que as particularidades infinitas é/são de mais 3 sócias.